Posted by : Johnny Ribeiro 05 março, 2014


Conforme leitura do livro, segue síntese, a qual é interessante mencionar, que não se trata de um trabalho a ser entregue, mas sim um texto para o blog.




O livro A revolução dos bichos foi publicado em 17 de agosto de 1945 e faz uma crítica explícita ao Stalinismo.
Para deixar um pouco mais fácil de entender, segue essa relação comparativa entre o livro e a sociedade Soviética, que eu montei a partir do que eu compreendi do livro e obviamente, pesquisando na internet.

O animalismo
O socialismo ou o comunismo
O Solar dos Bichos
União Soviética
O Canto dos Bichos da Inglaterra
A Internacional Socialista
Os porcos
A burocracia soviética
Os homens
A burguesia
Os animais
O proletariado
Sr. Jones
O Czar Nicolau II
O Velho Major
Karl Marx
Napoleão
Stálin
Bola de Neve (Snowball)
Trotsky
As ovelhas
A massa alienada
Os cachorros
A polícia política (KGB)
Sansão (Boxer)
O trabalhador iludido
O corvo Moisés
A Igreja Ortodoxa
O porco Garganta (Squealer)
A propaganda comunista
A bandeira verde com o chifre e o casco
A bandeira soviética com a foice e o martelo

Apesar da crítica pesada feita sobre o sistema soviético, não posso deixar de considerar o livro como tendencioso, pois tenta generalizar tudo o que foi feito desde a revolução Russa em 1917 até a situação em que se encontrava no ano de 1945, quando o livro fora lançado.
Retirando o lado crítico ao comunismo, podemos usá-lo ainda nos dias de hoje para analisar o governo que pensa nos comandar. Governo este, que não é nem um pouco comunista ou socialista.

Ano, 2014:


Para manter o foco em um ponto único, podemos comparar a obrar de Orwell com a situação vivida por nós Brasileiros em ano de copa do mundo e também de eleições para presidente, governador, senador e etc.
Vemos em nossa sociedade brasileira atual uma briga entre os homens-porcos para assumir o poder de "nossa" fazenda chamada Brasil.
Porém o que poucos percebem é que todos esses porcos não passam de pessoas criadas ou introduzidas dentro do sistema político e que mesmo precisando de seu consentimento (voto) para se elegerem, quando o forem, não farão um mínimo de esforço para transformar a vida de seus eleitores proletariados em algo mais digno, e digo isso baseado nos atuais pré candidatos a presidência, uma breve pesquisa pode confirmar o meu ponto de vista.
Porém, antes das eleições teremos a copa do mundo, e dentro da organização da mesma, nós sabemos que existe uma corrupção absurda, e além disso, toda a estrutura será e está sendo construída sob a pobreza e miséria de milhões. E mesmo assim muitos ainda estão animados com tudo isso, pensando ser algo grandioso que irá mudar para bem nossas vidas, mas não são capazes de perceber e reconhecer que o governo ao aceitar bancar bilhões em custo fechou os olhos para a maioria da população de um país que não dispõe do mínimo necessário para viver.

Hoje temos um governo que não precisa forçar muito para manter o povo nas rédeas curtas. Movimentos sociais vem acontecendo com frequência em grandes estados, e isso é importante, pois muitos estão começando a vivenciar a realidade que antes, apesar de explícita, fingia-se não ver.
Então, com todas essas ideias, posso afirmar que o livro nos faz refletir para algo que já é de nosso conhecimento, porém que não damos a atenção necessária, não olhamos com o olhar crítico que é preciso. Somos governados por homens porcos, em um país decadente, com uma população que parece estar acordando para a realidade, mas precisamos ir muito além. Ainda temos muito que evoluir.
Precisamos de uma solução que abra a mente das pessoas, pois estamos perdendo nosso tempo com problemas que todos poderiam resolver juntos. Mas até isso acontecer, teremos que nos contentar com as migalhas que os donos do poder nos permitem ficar.

Conclusão do Livro:

O trecho que irei citar logo abaixo foi copiado, atualizado e resumido de um artigo disponibilizado na internet, pois não encontrei maneira melhor de expressar o meu sentimento para com o texto, principalmente pelo fato de ser usado nas escolas.

"Embora seja muito estudada e lida em sala de aula e na escola, A Revolução dos Bichos é um livro que ainda pede uma releitura crítica. A narrativa histórica na qual ele se baseia é uma narrativa fortemente partidária do anticomunismo, baseada principalmente em Trotsky, embora ele não se apresente assim. Ele é lido como narrativa neutra que é capaz de engajar e de politizar a juventude. Isso precisa ser questionado e uma visão mais objetiva, que não repita, meramente, os clichês da Guerra Fria sobre o período Stálin precisa ser abordada em sala de aula. No Brasil, os trabalhos disponíveis sobre A Revolução dos Bichos, com os textos de Felipe Fontana e Olgário Vogt, fixam-se totalmente no mito Orwell, celebrando sem maiores críticas o “clássico”, repetindo elogios a respeito de sua biografia e vida, mas sem aprofundar-se em sua obra. No entanto, na Inglaterra novos estudos sobre Orwell o fazem aparecer sob uma outra luz: antissemita, homofóbico, anticomunista que chegou a trabalhar como informante do Estado em plena Guerra Fria e delatar outros escritores (...) O texto foi apresentada do ponto de vista trotsquista e anti-soviética. Construindo uma dicotomia pobre entre Stálin (“Napoleão”) e Trotsky (“Bola de Neve”). Não há dúvidas de que o texto tomou claro partido por Trotsky e o anticomunismo. No entanto, os estudiosos brasileiros nunca mostram isso, pelo contrário, dão a essa hipótese o caráter de verdade inquestionável."

Bibliografia:

ORWELL, G. A Revolução dos bichos. Trad. por: Heitor Aquino Ferreira. 4 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

VOGT, Olgário. A Revolução Russa através da Revolução dos Bichos. Revista Ágora, Vol. 13, n. 1, 2007.

Links utilizados na pesquisa:



Blog República Socialista - Ficção e História em A Revolução dos Bichos






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